"Às quatro da tarde, o pequeno restaurante de bairro estava vazio. O único garçom, em uma mesa ao fundo, dividia-se entre uma pilha de pratos à sua frente e o aparelho de televisão num dos ângulos da sala. Olhos fixos na tela, pegava o prato, borrifava o álcool, enxugava, e formava outra pilha ao lado da primeira. Executava o serviço sem pressa, de acordo com o ritmo do filme."

Luiz Alfredo Garcia-Roza

(Trecho inicial do livro Vento Sudoeste)