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Murilo Mendes Murilo Monteiro Mendes nasceu em 1901, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Fez as primeiras letras na terra natal e no Colégio Salesiano, em Niterói. Foi dentista, telegrafista, auxiliar de guarda-livros, notário e Inspetor Federal de Ensino. Mendes cresceu sob o código familiar tradicional da moral cristã. Também sofreu influência do mestre e vizinho Belmiro Braga. Sua estréia na literatura se deu em revistas do Modernismo, Terra Roxa e Outras Terras e Antropofagia. Quando rapaz, por não conseguir se encaixar na escola ou no trabalho, foi morar com seu irmão mais velho no Rio de Janeiro. Lá, Murilo se firmou como escrivão e, em 1930, publicou Poemas, seu primeiro livro. Nessa época, ligou-se a Manuel Bandeira, Carlos Drummond, Oswald de Andrade, Raul Bopp, Ismael Nery e outros combatentes do modernismo. Ele participava, eventualmente, nas revistas do movimento. Aos 24 anos, escreveu na publicação Antropofagia o poema Mapa, onde diz não se enquadrar em nenhuma teoria. Negava-se a falar que era um filiado do Modernismo ou de qualquer outro movimento. Em 1934, converteu-se ao Catolicismo e com Jorge de Lima dedicou-se à "restauração da poesia em Cristo". De 1953 a 1955 percorreu diversos países da Europa, divulgando, em conferências, a cultura brasileira. Em 1957, se estabeleceu em Roma, onde lecionou Literatura Brasileira. Participou do movimento Antropofágico, revelando-se um conhecedor da vanguarda artística européia. Faleceu, em Portugal, em 1975. |