|
Panorama
da Literatura Brasileira Conteporânea
Um
olhar retrospectivo e algumas reflexões no presente
MÁRCIA DENSER
O
fim de século nos coloca face à necessidade
de fazermos balanços, sínteses, revisões.
Pretender um panorama da nossa literatura no limiar
de um novo milênio, como em qualquer época,
não é tarefa fácil ao estudioso
e pesquisador.
No final dos anos sessenta ninguém poderia prever
o Boom Literário (de autores e obras) que eclodiria
na década posterior, evidenciando diferentes
gerações de escritores desde os então
estreantes Ivan Ângelo, Caio Fernando Abreu, Antonio
Torres, Roberto Drumond, Aguinaldo Silva, até
os já consagrados como Clarice Lispector, Lygia
Fagundes Telles, Osman Lins, Autran Dourado, Rubem Braga,
Rubem Fonseca, Dalton Trevisan e outros, constituindo
um evento sem precedentes em nossa história literária.
Em conferência apresentada nos Estados Unidos
em 1972 , cujo tema era um balanço da nossa literatura
entre 60 e 70, o crítico e professor Antonio
Cândido observa: "Será possível
a um contemporâneo dizer o que está acontecendo
de realmente importante na literatura de seu país?
Muitas vezes o que há de importante não
aparece no momento em que ocorre; está nos níveis
escondidos, nas correntes subterrâneas, nos gritos
sem eco. Permitam-me, pois, falar apenas sobre o que
estou vendo na literatura atual do Brasil".
Malgrado ter intuído acertadamente ao aludir
às correntes subterrâneas, aos níveis
escondidos, o que ele estava vendo parecia apontar para
um certo recesso da literatura.
Segundo ele, um dos fatores seria o caráter corrosivo
das vanguardas, responsáveis pelo afastamento
da vida literária dos jovens talentos que migram
para outras artes, notadamente a música, como
no caso de Chico Buarque no qual o mestre vislumbrava
o talento poético. Aliás, o alheamento
poético teria levado a palavra, constrangida
pelo exagero de seu emprego não-referencial,
a refugiar-se em formas como o ensaio crítico
e o memorialismo, próprio da virada da década
( aliás já era sintoma do fim de século,
uma vez que a tendência acentuou-se nas décadas
posteriores).
Antonio Cândido fala do estado de coisas no decênio,
caracterizado pelo regime militar, pela violência,
pela censura, que levaria à migração
interior - isto é, à fuga para dentro
de si mesmo, ao silêncio e à auto-repressão
- e que limitaria a atividade intelectual e criativa.
Posteriormente, como se sabe, os fatos não lhe
deram razão.
Assim é que para lançar este olhar retrospectivo
desde o presente, invocando a cumplicidade do leitor,
convém apresentar-se, contando quem somos e a
que viemos.
Como escritora que surgiu na década de 80 - a
dos Roteiros do Corpo - como tão bem definiu
o ensaísta Ítalo Moriconi e parafraseando
Neruda, confesso que vivi a época que hoje estudo.
Logo, traçar este painel, alargar o campo da
consciência crítica e criativa é
tarefa que se impõe duplamente a mim, escritora
e pesquisadora, uma vez que adoto a definição
de Júlio Cortázar para meu objeto de estudo:
a Literatura como empresa de conquista verbal da realidade.
De forma que vivi e vivo nesta seara literária
onde supostamente vale-tudo. Aliás, a dissolução
dos gêneros não é nossa especialidade?
Imaginem. E os ingleses e americanos pensando ter inventado
a pós-modernidade e seus atributos. Nós,
brasileiros, nascemos pós-modernos.
Multiplicidade, fragmentação, hibridismos
e respectivos anexos, qualquer coisa, nossa jogada com
a realidade começa aí. As regras do jogo
da sobrevivência, diga-se.
Publiquei meu primeiro livro Tango Fantasma em 1977.
Alguns anos fabulosos acabavam de começar.
|
70/80:
duas décadas memoráveis
|
Os anos 70 inserem-se num período mais amplo
de transição social no Brasil, onde o
novo e o velho se interceptam, tensionados, em crise,
produzindo culturalmente um rico momento relacional
, comprimido entre o saldo dos movimentos sociais de
60, a revolução cubana, a construção
de Brasília, o nacionalismo desenvolvimentista,
e o Brasil futuro, entrevisto nas comunicações
via Satélite, no poder das multinacionais, na
revolução dos costumes.
Durante o
governo Geisel, 1975 , caracterizado pela censura e
pela violência do regime militar que se estendia
por 11 anos, artistas e público fazem causa comum.
Assinala o ensaísta Roberto Schwartz: "Para
o professor cinqüentão de hoje não
é fácil explicar aos alunos a beleza e
o sopro de renovação e justiça
que na época se haviam associado à palavra
democracia (e socialismo)".
Schwartz traça com argúcia e precisão
as linhas mestras do espírito de época
:
"Seja como for, o nacionalismo desenvolvimentista
armou um imaginário social novo, que pela primeira
vez se refere à nação inteira,
e que aspira, também pela primeira vez, a certa
consistência interna: um imaginário no
qual, sem prejuízo das falácias nacionalistas
e populistas, parecia razoável testar a cultura
pela prática social . De passagem seja dito que
a derrocada posterior das promessas daquele período
não invalidou - ao menos não por completo
- o sentimento das coisas que se haviam formado.(...)
Aliás, com sua parte de simpatia e tolerância,
mas também de absurdo e primitivismo, essa mescla
do tradicional e do moderno se prestava bem para emblema
pitoresco da identidade nacional.(...) Foi um momento
de forte tomada de consciência contemporânea
que se traduziu por uma notável desprovincianização
do pensamento, pois o desenvolvimento nacional reorganizava
o espaço da imaginação e do pensamento
crítico em torno de um eixo interno. O ciclo
chegou ao fim com a crise da dívida, e sobretudo
com os novos saltos tecnológicos e a globalização
da economia, que somados levantaram a muralha e transformaram
a paisagem."
A comunidade literária vivia intensamente o presente,
aquilo que a imprensa da época denominou O BOOM
LITERÁRIO DOS ANOS 70.
As décadas de 70 e 80 evidenciaram sobretudo
a produção e publicação
do conto , genuína manifestação
em conformidade com nossa determinação
geno-antropológica, tanto em livros de um só
autor, quanto em antologias onde participavam diversos
escritores.
Até o final dos anos 80 os escritores eram festejados
como estrelas da mídia.
Agentes
internacionais como Carmen Balcels, Thomas Colchie,
Ray-Güde Mertin, Raquel de La Concha e outros,
começam a vir para o Brasil, atraídos
pelos rumores que circulavam na comunidade literária
mundial a respeito do nosso boom de obras e autores,
respaldados no Nobel de literatura que Garcia Marquez
trouxera em 1982 para a América Latina (Marquez
era representado por Carmen Balcels), nas promessas
do brilhante grupo de escritores portugueses unidos
no pós-25 de abril - promessas que posteriormente
se confirmariam pelo Nobel ganho por José Saramago
em 98, que era representado já nessa época
por Ray-Güde Mertin. Aliás, minha agente.
Bem como de Marcos Rey, Oswaldo França Júnior,
Lygia Fagundes Telles, Ignácio de Loyola Brandão,
João Antonio, Antonio Torres. Nélida Pinõn
continuou sendo agenciada por Carmem Balcels e Rubem
Fonseca por Thomas Colchie.
O interesse agentes foi um fato sem precedentes em nossas
letras, o fato de representar escritores brasileiros
no exterior precisamente porque nós vendíamos
em nosso país uma literatura experimental - enfim,
a prata da casa - sem intervenção ou monitoramento
do mercado editorial local.
As obras eram populares junto ao público e à
crítica.
Intensificava-se o debate e o intercâmbio de livros
e idéias.
Inúmeras publicações especializadas
como Escrita (SP), Inéditos (MG), Ficção
(RJ), O Saco (CE) divulgavam autores inéditos
e consagrados, alimentavam a polêmica literária
nos centros urbanos do país, publicando ensaios,
crítica, contos, crônicas, poemas, que
também eram vinculados pelos grandes jornais,
suplementos de O Estado de São Paulo, Jornal
do Brasil e A Tribuna da Imprensa no Rio de Janeiro,
Suplemento do Estado de Goiás, Suplemento de
Minas, e pelas revistas de circulação
nacional (Status, Play-Boy, Lui, Nova, Vogue, Homem),
muitas hoje extintas.
Na época, estes eram considerados poderosos formadores
de opinião, entre outras razões pelo fato
de ter em seus quadros escritores e críticos
como Ignácio de Loyola Brandão, Ivan Ângelo,
Antonio Callado, Antonio Cândido, Affonso Romano
de Santana, Florestan Fernandes, Geraldo Galvão
Ferraz.
Promoviam-se concursos literários que de fato
lançavam e/ou consagravam escritores (Dalton
Trevisan, Rubem Fonseca são dois exemplos) tais
como o Concurso de Contos do Estado do Paraná
e Prêmio Status de Literatura.
Obras produzidas naqueles anos eram traduzidas e publicadas
no exterior, sobretudo na França, Itália
e países de língua germânica, Alemanha,
Suiça, Holanda, Áustria, salvo os Estados
Unidos cuja Universidade, por outro lado, intensificou
junto aos nossos autores a pesquisa acadêmica
especializada.
De lá
para cá, mais precisamente desde 87, o ano da
moratória e identificado como - não o
do fim do sonho - mas início do pesadelo literário
sob as leis implacáveis do mercado editorial
que "monitora" obras e autores, comprometendo
irrevogavelmente o valor do produto final e o moral
do produtor, a literatura brasileira de qualidade tem
sobrevivido quase unicamente da força inercial
aurida nos anos 70.
Sintomaticamente, na Bienal do Livro de 1990 os agentes
internacionais desaparecem da cena literária
brasileira.
|
O
que dizem os escritores
|
A respeito
da situação atual da literatura brasileira,
tomamos o depoimento de dois escritores. Um deles é
Deonísio da Silva, autor consagrado da geração
de 80, escritor e professor da UFSCar, doutor em letras
pela USP, traduzido em vários países,
seus livros mais importantes são os romances
Avante, soldados: para trás, Orelhas de Aluguel,
A cidade dos padres, Teresa, Os Guerreiros do Campo
(sobre o MST), assinando coluna semanal de Etimologia
na revista CARAS e crônica mensal na Época,
e não se duvide que seja conhecido pelos leitores
unicamente por estas.
Ele atribui a atual falta de reconhecimento dos escritores
brasileiros à ausência de profissionalismo
da grande imprensa, ao lobby das editoras, ao desinteresse
e ao preconceito existente na Universidade, à
elite atual que, além de ignorante, é
perversa.
Deonísio
declara: "A literatura brasileira vive a fase mais
exuberante de sua existência de cinco séculos,
mas também aqui chatos historiadores excluíram
dois séculos. Ai, quanto motivo para teses, mas
nossos doutores universitários chafurdam em teorias
e pós-modernismos absurdos, sem ter ao menos
um Gilberto Freyre que a redima de tantas teorias e
de má interpretação... No futuro,
quem quiser pesquisar nossa produção literária
terá de recorrer a médios e pequenos jornais
e, não podendo pesquisar fora do eixo Rio-São
Paulo, terão de ir à Biblioteca do Congresso
dos EUA. Estará tudo lá... O Brasil tem
1200 editoras, 900 livrarias e centenas de verdadeiros
escritores. Por que são sempre os mesmos os comentados
e entrevistados?...Dou este depoimento sabendo que não
sou exceção, sou norma. Em 1992 ganhei
o Prêmio Internacional Casa de Las Américas
com o romance Avante, soldados: para trás, num
júri presidido por José Saramago. A Folha
pautou o assunto para seu caderno regional, Ribeirão,
cidade com a qual não tenho qualquer ligação,
até porque vivo em São Carlos há
20 anos. A Veja pautou o tema para a Veja Interior,
hoje já falecida. O assunto não era denúncia
de outra mazela do terceiro mundo, mas uma conquista
semelhante a um feito glorioso em olimpíadas
às quais ela dá capa. Do episódio
teria outros exemplos de falta de profissionalismo,
mas vou poupar os leitores. Só queria matar a
cobra e mostrar o pau, se é que me entendem.
Noto entre os escritores um mal-estar que se origina
na imprensa e na universidade, justamente duas instituições
das quais poderíamos esperar reconhecimento.
Por justiça, reconheço que há exceções.
Na internet, em pequenas e médias publicações,
é quando nós, os loucos da literatura
brasileira, nos manifestamos. Ou quando surge um bom
editor na grande imprensa, também ali nos manifestamos.
Mas dependemos de pessoas, no caso, não de instituições".
Ironicamente e contra todos os prognósticos,
desde meados de 90 a Internet está se afirmando
como suporte e veículo de manutenção
e divulgação de obras e autores na lacuna
aberta pelos espaços antes ocupados na grande
imprensa e revistas especializadas.
O depoimento do jovem autor Rodrigo Penteado,31, mestrando
em teoria literária na USP, com o primeiro romance
Zé Ferino publicado pela Ateliê Editorial,
é exemplo de como o novo acolhe o velho, isto
é, como a novíssima geração
relaciona-se e interage com os autores vivos de duas,
três gerações anteriores e assim
insere-se na tradição maior da literatura
brasileira, dela se tornando parte ativa. Ele diz:"...como
todo escritor tem uma natureza comum, um padrão
existencial apoiado na necessidade da linguagem escrita,
idealizei um projeto que agrega os escritores brasileiros
num espaço virtual e os aproxima de seus leitores.
No portal Klickescritores me coloco em meio a um grupo
seleto e selecionado e fujo deste meu isolamento. Creio
que foi uma forma intuitiva de conhecer, interagir e
homenagear nossos escritores".
Deonísio da Silva chama atenção
para o papel do escritor como testemunha de seu tempo:
"Nós espelhamos em nossa literatura outro
Brasil. Poucos estão se interessando por ele,
por nossos livros e por nós. Por nós,
não precisam se interessar. Mas sim por nossos
livros, seus leitores e seu público. Em geral,
os editores alegam falta de espaço que entretanto
não falta para nulidades que dão entrevistas
até sobre o que provavelmente estão pensando
em escrever".
Ou sobre
o que não vão escrever, ou sobre o que,
se escreverem, não terá nenhuma importância
ao longo do tempo, para as futuras gerações.
|
A
partir de 90, mudança
nas regras do jogo
|
Entretanto os escritores continuam a existir,
emergir dum caos ainda pior, sobrevivendo a um inimigo
infinitamente mais poderoso que o infeliz general de
óculos escuros: o dinheiro, posto que é
o império do lucro quem dita as regras em todos
os setores da vida humana, e é quem determina,
nivelando por baixo, a estética de toda produção
artística contemporânea.
O ensaísta inglês Mike Featherston no livro
O Desmanche da Cultura -Globalização,
Pós-Modernismo e Identidade ( São Paulo,
Studio Nobel/Sesc, 1997) aponta as características
deste estado de coisas (império das leis de mercado):
"A substituição da ética pela
estética leva à perda da postura crítica
e do envolvimento político. Sem uma representação
ou modelo explanatório, perde-se a capacidade
de agir com o intuito de mudar o mundo (perda da utopia)."
Assim é que a partir dos anos 90 comprova-se
a emergência de muitos escritores e excelentes,
entre os quais assinalamos Bernardo Ajzenberg (Variações
Goldman) cuja novelística como tragicomédia
da classe média dá uma contribuição
importante ao romance urbano contemporâneo, na
linha de Marcos Rey (Malditos Paulistas) cuja temática
Ajzenberg aprofunda, amplia e atualiza. Ainda na vertente
romanística, temos a obra de Milton Hatoun (Dois
Irmãos) ressaltando o relato no plano temporal,
isto é, como raconto da saga do imigrante através
de gerações, alinhando-se tangencialmente
a Raduan Nassar em Lavoura Arcaica, seu primeiro romance
publicado em meados de 70. Nelson de Oliveira ( Subsolo
Infinito) evidencia-se na ficção em prosa
pela linguagem elaborada, experimental, apresentando
semelhanças estilísticas com Caio Fernando
Abreu (1947-1996) de qualquer forma ambos continuadores
da vertente clariceana de linguagem.
Além destes, apontamos Marcelo Coelho, André
Santana, Fernando Bonassi como alguns dos talentos literários
que surgiram nos anos 90.
Donde conclui-se que a crise não é de
bons escritores, não está na criação,
deixando a desejar a divulgação que tem
tido a produção literária experimental
de alta qualidade.
O que existe
atualmente, por detrás dos bastidores, é
uma mudança qualitativa nas relações
entre escritores vivos.
Em primeiro lugar, devido à dessacralização
do papel do escritor em geral, que "desceu da torre
de marfim" (algo já assinalado por Antonio
Cândido no estudo de 1972), em segundo, esta mudança
de posição somada ao fato dos escritores
vivos de gerações anteriores já
não receberem o mesmo reconhecimento público,
não estarem na mídia, estes - aos olhos
do autores de 90 - deixaram de ser seus "ídolos",
modelos a seguir, embora sejam sua única referência.
Retornando ao Antonio Cândido, este identifica
três gerações de escritores brasileiros
no século XX ( 1900-1922-1945) às quais
o pesquisador Antonio Mendes da Costa Braga acrescenta
a de 1975 , totalizando quatro, contudo já estamos
em 2001 e malgrado havermos comprovado a existência
e a excelência de bons escritores editados pós-90,
estes não constituem uma geração
literária, a de 2000, e que já estaria
chegando tarde, cinco anos mais tarde que as precedentes.
Braga assinala que, em 75, o que nos tornou uma geração
literária não se originou apenas em razão
de havermos compartilhado ações e experiências,
de havermos triunfado sobre fatores externos e internos,
mas sobretudo por havermos desenvolvido uma consciência
comum que tornou o espaço literário dos
anos 70 um campo social capaz de respirar por conta
própria, por sua determinação.
E conclui que nossa relevância se evidencia ainda
mais considerando o evidente refluxo da literatura brasileira
nas duas décadas posteriores, em boa parte constrangida
pelo avanço da literatura de auto-ajuda e pelos
best-sellers internacionais que inundaram o mercado
editorial .
Pois é. Em 2001 novos escritores emergiram, revistas
literárias, idem, internet idem, ibidem.
Mas por que não dá liga ?
Inclusive
devido ao aumento de expectativa de vida do brasileiro,
hoje temos a coexistência de 4 (quatro) gerações
de escritores e intelectuais mas aos quais falta a necessária
e profunda interação, aos quais falta
intercâmbio e comunicação, e isto
pode comprometer o Projeto Literário Brasileiro
- nem que for para negar é preciso reconhecer
a Tradição para nela se inserir e a cadeia
não se romper.
À guisa de fechamento, a questão que Roberto
Schwartz coloca é a nossa:
"O divórcio entre economia e nação
é uma tendência cujo alcance ainda mal
começamos a imaginar. A pergunta não é
retórica: o que significa uma cultura nacional
que já não articule nenhum projeto coletivo
de vida material, e que tenha passado a flutuar publicitariamente
no mercado, apenas como casca vistosa?"
São
Paulo, janeiro/2001.
Márcia Denser é
escritora e pesquisadora.
______________________
| 1 |
CÂNDIDO,
Antonio. "Literatura Brasileira em 1972",
em Arte em Revista I, São Paulo, Kairós,
jan-mar 1979.
|
| 2 |
CANCLINI, Nestor Garcia. "La modernidad
después de la posmodernidad" em Modermidade:vanguarda
artística na América Latina. org.
Anna Maria Belluzzo, Memorial/UNESP, São
Paulo, 1990. |
| 3 |
QUADRO
BRASIL. Cronologia das Artes em São Paulo,
1975-1995, volume 1.. |
| 4 |
SCHWARTZ, Roberto. " Nunca fomos tão
engajados", em Seqüências Brasileiras,
pg 174. São Paulo, Companhia das Letras,
1999. |
| 5 |
DENSER, Márcia, BEAUCHAMP, Maria Helena
em Cronologia das Artes, vol.6 - Literatura, MORICONI,
Ítalo, em Os Cem Melhores Contos Brasileiros
do Século. Rio de Janeiro, Objetiva, 2000.
HOHLFELDT, Antonio. O conto brasileiro contemporâneo.
Porto Alegre, Mercado Aberto , 1982. |
| 6 |
PINHEIRO,
Amálio. Códigos Verbais:Jornalismo
e Poéticas, São Paulo, PUCSP, 2000. |
| 7 |
CANDIDO,
Antonio. Literatura e Sociedade São Paulo,
Editora Nacional, 1982. |
| 8 |
BRAGA,
Antonio Mendes da Costa. Profissão: Escritor.
(Dissertação de Mestrado) FFLCH, 2000. |
| 9 |
BRAGA, Antonio Mendes da Costa. idem acima,
pg.2. |
| 10 |
SCHWARTZ, Roberto. "Fim de Século",
pg 162, em Seqüências Brasileiras.
|
|