| Rosy
Beltrão Sou paulistana, e sempre morei em São Paulo. Formada em Letras - Português e Alemão pelo Mackenzie, tenho 46 anos, divorciada e tenho dois filhos. Nunca exerci minha profissão acadêmica, sou Fiscal de Tributação Rural e trabalho no INCRA... Fiz vários cursos para a área de gerenciamento, meio-ambiente e conflitos agrários, quase todos voltados para o meu trabalho atual. No momento, estudo inglês e espanhol. Escrevo textos há algum tempo, mas no livro da vida, escrevemos nossa verdadeira história, e ela pode ou não ser a nossa "lenda"... transformar-nos em heróis ou vilãos de nosso futuro... tudo depende da imaginação com que a escrevemos e dos atos praticados por nós mesmos. |
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Pássaro
solitário, perdido do seu bando. Rosy Beltrão Água e a mulher... Olhando a paisagem, um caminho, e não podendo ver onde está o final...só a origem...posso te contar o que tem depois da primeira curva e também como pular pedras, ou desviar delas... porque sou água...que escorre por entre os dedos quando se quer segurar. Que às vezes é um pequeno fio que corre pela trilha, que forma e transforma seu próprio caminho...encontrando uma pedra, desvia, segue adiante. Que às vezes encontra um buraco e fica empoçada...mas não por muito tempo, pois corrente contínua, enche a fenda e transborda, buscando novamente seu destino... Que em outras ocasiões acumula tanta força e com tamanha intensidade, que é capaz de derrubar uma montanha. Que corre suave, tranqüilamente...como corrente que vai para o mar... calma, límpida, cristalina... Que viaja em passo acelerado, como quem tem pressa... unindo-se a outras forças que como ela tem vontade de chegar lá, e encontrando diante de si um abismo, se transforma em cachoeira, não desiste, resiste em espuma flutuante... Pode esfriar tanto, tornar-se sólida e com grande resistência... gelo, gelada, frígida e intransponível... mas branca, brilhante qual cristal flamejante ao sol... alvura que cega... inerte, sem movimento, mas subitamente, ao se expor à luz...escorregadia se torna... move-se por vezes inesperadamente, numa avalanche que leva tudo que encontra pela frente, frondosas árvores... morro abaixo... Que pode aquecer, e aquecida evapora....faz chover...em grandes quantidades, pesada e sem sentimentos... tempestades... Que pode vir de leve, como chuva fina e intermitente, ou grossa, sem jeito, desengonçada, mas gostosa como nos dias de verão, rápida e refrescante...... fria ou quente... Que pode
refrescar seu corpo quando tiver calor, um banho quente nos dias de inverno...
De fácil miscigenação, aceita componentes atômicos de diversas origens...mas só há uma combinação perfeita, sem resíduos após a decantação... se a outra parte for água também, pura e cristalina como ela.
Olhos de
águia... As ondas
se levantam. As árvores
chiam. É
chuva pesada, Tudo voa. É
a força dela, Rosy Beltrão A Morada
Tênues
e admiráveis semblantes, Se alguém
pudesse ver minha morada De flores
exóticas, de relva mansa... Rosy Beltrão
que no entanto... (Doce e preciosa
memória) Meu amor,
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